Hoje parece-me o dia ideal para começar um post sobre a democracia. Esta será só a primeira parte, cuja génese está intimamnete relacionada com uma ideia que alimento há bastante tempo e que vi reflectida, em parte, na resposta dada por Haim Harari à pergunta anual do site Edge , que este ano é, 'Qual a sua ideia mais perigosa?'. Essa ideia é a de que a Democracia pode ter chegado, enquanto sistema político, ao esgotamento. A resposta de Haim Harari pode ser lida seguindo o link abaixo:
Página com a resposta de Haim Harari
Para mim, todos os sistemas políticos têm um período de vida, e o seu fim apresenta-se quando a generalidade da população se apercebe que, aquilo que parecia uma excelente ideia e a aparente solução para a gestão dos povos foi, mais uma vez, corrompido e deturpado. Isto é inevitável enquanto os sistemas políticos assentarem no exercício do poder de um ser humano sobre outro. O poder corrompe, invariavel, inevitavel e inexoravelmente.
Isto aconteceu com todos os sistemas políticos no passado e vai acontecer com a democracia representativa, tal como a conhecemos.
Aconteceu com o despotismo, com a monarquia feudal e com a monarquia absolutista, acontece neste momento com as monarquias constitucionalistas, aconteceu com a ideia de república, com ditaduras assentes na ideologia fascista e com as assentes no comunismo, acontecerá com a democracia representativa.
Em todos os casos passados, aconteceu porque os homens que exerciam o poder corromperam a ideia original a tal ponto que esta acabou por servir apenas os interesses de alguns em deterimento da maioria. Costumo dizer que a melhor forma de destruir uma excelente ideia é torná-la numa instituição, precisamente porque a vasta maioria dos sistemas políticos que a humanidade conheceu aparentemente assentava em bons princípios e tinha origem em óptimas ideias para a procura de um sistema que permitisse aos homens viver em sociedade.
A grande questão que coloco, no seguimento desta ideia, é se estaremos preparados para começar a procurar um sistema diferente. Falar nos defeitos da democracia tornou-se tabu. Para muitos o sistema actual é o melhor que é possível atingir... Dizem alguns que é preciso ser pragmático e aceitar que não poderemos ir mais além. Eu acho que o pragmatismo é só uma forma diferente de derrotismo... É a forma elegante de ser cobarde e desistir de lutar pela perfeição.
Para continuar...
Página com a resposta de Haim Harari
Para mim, todos os sistemas políticos têm um período de vida, e o seu fim apresenta-se quando a generalidade da população se apercebe que, aquilo que parecia uma excelente ideia e a aparente solução para a gestão dos povos foi, mais uma vez, corrompido e deturpado. Isto é inevitável enquanto os sistemas políticos assentarem no exercício do poder de um ser humano sobre outro. O poder corrompe, invariavel, inevitavel e inexoravelmente.
Isto aconteceu com todos os sistemas políticos no passado e vai acontecer com a democracia representativa, tal como a conhecemos.
Aconteceu com o despotismo, com a monarquia feudal e com a monarquia absolutista, acontece neste momento com as monarquias constitucionalistas, aconteceu com a ideia de república, com ditaduras assentes na ideologia fascista e com as assentes no comunismo, acontecerá com a democracia representativa.
Em todos os casos passados, aconteceu porque os homens que exerciam o poder corromperam a ideia original a tal ponto que esta acabou por servir apenas os interesses de alguns em deterimento da maioria. Costumo dizer que a melhor forma de destruir uma excelente ideia é torná-la numa instituição, precisamente porque a vasta maioria dos sistemas políticos que a humanidade conheceu aparentemente assentava em bons princípios e tinha origem em óptimas ideias para a procura de um sistema que permitisse aos homens viver em sociedade.
A grande questão que coloco, no seguimento desta ideia, é se estaremos preparados para começar a procurar um sistema diferente. Falar nos defeitos da democracia tornou-se tabu. Para muitos o sistema actual é o melhor que é possível atingir... Dizem alguns que é preciso ser pragmático e aceitar que não poderemos ir mais além. Eu acho que o pragmatismo é só uma forma diferente de derrotismo... É a forma elegante de ser cobarde e desistir de lutar pela perfeição.
Para continuar...
1 comment:
Eu já disse: o que faz falta é uma anarquia para animar a malta! :)
Agora mais a sério, ultimamente, eu voto no que me parece o menos corrupto, o menos interesseiro. Se estou à espera de um político honesto - pelo menos neste país actual - nunca mais me vêem a votar. Já ninguém acredita nas palavras dos politicos...
Todos sabemos que o que querem é poder para poderem autobeneficiar-se e beneficiar os amigalhaços.
Se a noticia "Mas a Maria Merece" (http://pt.indymedia.org/ler.php?numero=69353&cidade=1) é verdade ou não, não posso dizer, mas a ser verdade é um exemplo dos mais perfeitos do que as pessoas que chegam ao poder fazem constantemente!
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