Engenho e Arte foram há muito ligados e deram frutos, mas não foram os únicos.
Há uma outra forma de arte bastarda que, sendo estéril e não podendo dar frutos tão nobres, resolveu criar uma forma corrompida de engenho. Uma Não-Engenharia, por assim dizer.
Nada disto seria grave se não nos afectasse, mas começamos a vislumbrar que estamos a ser governados por um Não-Engenheiro, filho e amante da bastarda arte da política.
A verdade é que, tenha ou não concluído os estudos, esteja ou não inscrito na ordem, o primeiro ministro nunca foi Engenheiro. Um Engenheiro, um verdadeiro Engenheiro, não precisa de ter acabado um curso de engenharia, não precisa de estar inscrito na ordem, precisa, isso sim, de trabalhar como engenheiro. Tudo o resto é mera burocracia e política.
De toda esta trapalhada à volta do curso do primeiro ministro há algumas coisas que poderiam ser bem analisadas e vistas. Toda a gente sabe que os políticos são trafulhas. Toda a gente sabe que se aproveitam da sua condição e influência. Isso é o banal e o diário e quem tinha ideia de que este primeiro ministro era honesto e incorrupto tem uma dose de ingenuidade que deve estimar pois isso permite-lhe ver o mundo e a vida de uma forma bem mais rosada do que, de facto, são.
Que importa que o Sr. Sócrates tenha ou não concluído o curso? Ele nunca trabalhou na vida. Passou da Universidade para a carreira política e por ali tem andado, gastando o que os outros produzem de forma absurda. Essa é a sua história de vida. Para tal, não é necessário engenho... Basta algum domínio da bastarda arte.
Aquilo que se poderia ver e aproveitar para corrigir partindo desta história seria, por exemplo, o estado lastimoso e a rebaldaria que vão pelo ensino superior privado em Portugal. Desde a quantidade astronómica de cursos inúteis e absurdos às ligações destas instituições ao mundo do crime. Poder-se-ia tentar que estas instituições vissem o seu número reduzido àquelas que, realmente, formam elementos válidos da sociedade e transmitem conhecimentos úteis. Já seria hora de encerrar muitos dos estabelecimentos que não passam de negociatas e fachadas. E são tantos...
Outra coisa que se podia aproveitar para fazer era rever a forma como se regula e permite o exercício de certas profissões. Fará algum sentido toda esta panóplia de ordens que vai surgindo por aí?
Que é a ordem dos engenheiros senão um lobby instituído, uma espécie de sindicato e mais uma estrutura que dá muito dinheiro a ganhar a tantos que produzem tão pouco?
Porque será que alguém tem que estar inscrito na ordem para poder exercer a profissão de engenheiro? Não envergonha o estado que os cursos que ele ministra e valida como formadores de engenheiros sejam sujeitos a uma aprovação posterior por uma instituição privada? Não será esta obrigatoriedade de inscrição na ordem um assumir de incompetência do estado enquanto formador?
E o processo de validação será assim tão válido e garantia de competência?
Quando eu comecei a estudar, o curso que frequentava não era reconhecido pela ordem dos engenheiros. Agora, com a implementação de Bolonha, já é. Mas quase nada mudou no conteúdo programático... apenas alterações de horários, designações das disciplinas e alguns procedimentos, francamente mais burocráticos e absurdos que anteriormente. Com estas pequenas alterações estéticas o curso passou a ser reconhecido pela ordem com direito a inscrição automática e directa. Afinal, que garantias dá a ordem de que os seus membros são competentes? Nenhumas...
Os meus clientes e os de outros como eu sim. Esses podem atestar a qualidade (ou falta dela, se for o caso) do meu trabalho. É o mercado que diz quem é, verdadeiramente, um Engenheiro.
Tudo o resto é papelada. E poucos há que manipulem papel com a mesma destreza e argúcia que os praticantes da arte bastarda...
Há uma outra forma de arte bastarda que, sendo estéril e não podendo dar frutos tão nobres, resolveu criar uma forma corrompida de engenho. Uma Não-Engenharia, por assim dizer.
Nada disto seria grave se não nos afectasse, mas começamos a vislumbrar que estamos a ser governados por um Não-Engenheiro, filho e amante da bastarda arte da política.
A verdade é que, tenha ou não concluído os estudos, esteja ou não inscrito na ordem, o primeiro ministro nunca foi Engenheiro. Um Engenheiro, um verdadeiro Engenheiro, não precisa de ter acabado um curso de engenharia, não precisa de estar inscrito na ordem, precisa, isso sim, de trabalhar como engenheiro. Tudo o resto é mera burocracia e política.
De toda esta trapalhada à volta do curso do primeiro ministro há algumas coisas que poderiam ser bem analisadas e vistas. Toda a gente sabe que os políticos são trafulhas. Toda a gente sabe que se aproveitam da sua condição e influência. Isso é o banal e o diário e quem tinha ideia de que este primeiro ministro era honesto e incorrupto tem uma dose de ingenuidade que deve estimar pois isso permite-lhe ver o mundo e a vida de uma forma bem mais rosada do que, de facto, são.
Que importa que o Sr. Sócrates tenha ou não concluído o curso? Ele nunca trabalhou na vida. Passou da Universidade para a carreira política e por ali tem andado, gastando o que os outros produzem de forma absurda. Essa é a sua história de vida. Para tal, não é necessário engenho... Basta algum domínio da bastarda arte.
Aquilo que se poderia ver e aproveitar para corrigir partindo desta história seria, por exemplo, o estado lastimoso e a rebaldaria que vão pelo ensino superior privado em Portugal. Desde a quantidade astronómica de cursos inúteis e absurdos às ligações destas instituições ao mundo do crime. Poder-se-ia tentar que estas instituições vissem o seu número reduzido àquelas que, realmente, formam elementos válidos da sociedade e transmitem conhecimentos úteis. Já seria hora de encerrar muitos dos estabelecimentos que não passam de negociatas e fachadas. E são tantos...
Outra coisa que se podia aproveitar para fazer era rever a forma como se regula e permite o exercício de certas profissões. Fará algum sentido toda esta panóplia de ordens que vai surgindo por aí?
Que é a ordem dos engenheiros senão um lobby instituído, uma espécie de sindicato e mais uma estrutura que dá muito dinheiro a ganhar a tantos que produzem tão pouco?
Porque será que alguém tem que estar inscrito na ordem para poder exercer a profissão de engenheiro? Não envergonha o estado que os cursos que ele ministra e valida como formadores de engenheiros sejam sujeitos a uma aprovação posterior por uma instituição privada? Não será esta obrigatoriedade de inscrição na ordem um assumir de incompetência do estado enquanto formador?
E o processo de validação será assim tão válido e garantia de competência?
Quando eu comecei a estudar, o curso que frequentava não era reconhecido pela ordem dos engenheiros. Agora, com a implementação de Bolonha, já é. Mas quase nada mudou no conteúdo programático... apenas alterações de horários, designações das disciplinas e alguns procedimentos, francamente mais burocráticos e absurdos que anteriormente. Com estas pequenas alterações estéticas o curso passou a ser reconhecido pela ordem com direito a inscrição automática e directa. Afinal, que garantias dá a ordem de que os seus membros são competentes? Nenhumas...
Os meus clientes e os de outros como eu sim. Esses podem atestar a qualidade (ou falta dela, se for o caso) do meu trabalho. É o mercado que diz quem é, verdadeiramente, um Engenheiro.
Tudo o resto é papelada. E poucos há que manipulem papel com a mesma destreza e argúcia que os praticantes da arte bastarda...
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